Mulheres no Mercado de Trabalho

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Fonte:
http://ultimosegundo.ig.com.br/sustentabilidade/artigos/2009/03/07/mulheres+no+mercado+de+trabalho.html
07 de março de 2009
José Pascowitch
A questão do gênero no mercado de trabalho ainda é um ponto importante – porém muito frágil – no debate que envolve a responsabilidade social corporativa. Pesquisas recentes sobre o desempenho da mulher no mercado de trabalho indicam alguns avanços no Brasil, mas os resultados ainda estão distantes do ideal.
Segundo a pesquisa “A Mulher no Mercado de Trabalho em 2008”, realizada pela Fundação Seade e pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), a participação da mulher no mercado de trabalho chegou a 54,6% em 2008, aumento de 1,7% em relação ao ano anterior. Ainda que haja essa predominância há que se destacar de imediato a discrepância em um fator preponderante para que as empresas assegurem os direitos e o respeito ao profissional, independentemente de seu sexo: equidade salarial.
O estudo mostra que mulheres que trabalham nas indústrias receberam R$ 5,74 por hora de trabalho em 2008, ao passo que os homens ganharam R$ 8,48, no mesmo setor. Uma diferença de R$ 2,74 por hora trabalhada. Já no setor de serviços, a diferença foi de R$ 0,96 a mais para os homens, que receberam R$ 7,86 por hora, contra R$ 6,9 pago às mulheres.
A questão da desigualdade salarial não é uma mancha que afeta apenas a reputação de países em desenvolvimento como o Brasil. A União Europeia, onde a igualdade salarial já foi adotada como preceito há mais de cinquenta anos, já deu início a uma campanha com o lema “remuneração igual para o trabalho de igual valor”.
Retomando o caso brasileiro, para os responsáveis pela coordenação da pesquisa da Fundação Seade e do Dieese, a queda de rendimentos no setor de serviços (com grande participação das mulheres) associada ao aumento dos rendimentos na área de construção civil, por exemplo, fez com que as médias salariais se distanciassem.
Para as empresas que se interessam pelas práticas de responsabilidade social, devem-se incorporar em suas operações alguns pontos, como a garantia de igualdade no acesso ao emprego e de desenvolvimento de carreira; garantia de salários iguais para funções iguais ou equivalentes; e estimular a equidade de gênero também em sua cadeia de fornecimento. Junto ao público interno, a empresa também pode incentivar os colaboradores do sexo masculino a dividirem responsabilidades domésticas, bem como se comprometer com a proteção da maternidade e com a defesa dos direitos das crianças.
Em nível local, a valorização da mulher no mercado de trabalho contribui muito para a promoção da diversidade no ambiente da empresa, como forma de combate à discriminação. Globalmente, a companhia que integra a mulher à sua força de trabalho também contribui para a erradicação da pobreza e para a melhora da qualidade de vida de mulheres e crianças. Apesar de ser um preceito básico da Declaração Universal dos Direitos Humanos, essa preocupação é, sem dúvida, uma demonstração de responsabilidade social.
Com a colaboração de Conrado Loiola

lho: ainda uma questão delicada.

Conteúdos do blog

As publicações deste blog trazem conteúdos institucionais do Projeto Força Feminina – Unidade da Rede Oblata Brasil, bem como reflexões autorais e também compartilhadas de terceiros sobre o tema prostituição, vulnerabilidade social, direitos humanos, saúde da mulher, gênero e raça, dentre outros assuntos relacionados. E, ainda que o Instituto das Irmãs Oblatas no Brasil não se identifique necessariamente com as opiniões e posicionamentos dos conteúdos de terceiros, valorizamos uma reflexão abrangente a partir de diferentes pontos de vista. A Instituição busca compreender a prostituição a partir de diferentes áreas do conhecimento, trazendo à tona temas como o estigma e a violência contra as mulheres no âmbito prostitucional. Inspiradas pela Espiritualidade Cristã Libertadora, nos sentimos chamadas a habitar lugares e realidades emergentes de prostituição e tráfico de pessoas com fins de exploração sexual, onde se faz necessária a presença Oblata; e isso nos desafia a deslocar-nos em direção às fronteiras geográficas, existenciais e virtuais.   

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