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Projeto “Mulher é Poder” traz à tona histórias de superação e resistência no mercado de trabalho

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“Que nada nos limite, que nada nos defina, que nada nos sujeite. Que a liberdade seja nossa própria substância”, disse certa vez Simone de Beauvoir, ativista política francesa, que faleceu em 1986. Essa máxima é exposta pela ação “Mulher é Poder”, promovida pelo projeto “Bem Comum” da Prefeitura de Juiz de Fora, em comemoração ao “Mês da Mulher”, celebrado em março.
Maria Raquel do Carmo Rocha, de 34 anos, trabalha há cinco como maquinista. Seu pai executou a mesma função por 44 anos, porém ele não a influenciou a seguir nesse ramo de atividade. “Acho que as coisas acontecem por um motivo. Não acredito em coincidências”. E ela diz o porquê: “Meu pai saiu de casa quando eu era pequena e constituiu nova família. Durante um bom tempo ficamos sem nos falar. Entrei na empresa como auxiliar em julho de 2010 e, em fevereiro de 2012, passei a ser maquinista”. Nesse ano, Maria não teve só um upgrade no trabalho, mas um reencontro com seu pai, profissional designado pela empresa para treiná-la na nova função.
O contato diário entre aprendiz e mestre deu lugar a uma nova relação, a de pai e filha. Maria se casou e teve seu primeiro filho em fevereiro de 2015, mas, em novembro do mesmo ano, ele faleceu, vitimado por um tipo raro de leucemia. O luto bateu à porta e, com ele, a dor, que foi transformada em coragem – com auxílio de amigos e familiares – para seguir em frente. Com as feridas cicatrizadas, Maria segue feliz na profissão que o destino lhe reservou.
maria.jpg(Maria Raquel do Carmo Rocha, 34, ao lado do marido Tiago Jesus Souza, 31. Foto: Arquivo pessoal)
“Todos nós temos dificuldades, medos e qualidades. É do ser humano! A capacidade profissional independe de sexo; de ser homem ou mulher. Profissão não tem cara. Qual é a cara de um(a) maquinista?”, finaliza Maria Raquel do Carmo Rocha, uma das seis mulheres escolhidas pelo “Bem Comum” para integrar a ação “Mulher é Poder”, que conta com uma série de vídeos (já gravados) que serão publicados na página facebook.com/BemComumJF até 31 de março. O primeiro foi postado na última quinta-feira, 16, e conta a história de Lesiane Almeida, motorista de táxi há 16 anos.
“A proposta é mostrar que a mulher pode ocupar diversos espaços na sociedade e que não existe emprego pra homem ou pra mulher. As histórias registradas em vídeos servem como exemplo para toda a sociedade”, reforça Sabrina Santos, gerente de marketing da Prefeitura, acrescentando que as ações em comemoração ao mês da mulher tiveram início no dia 8 de março, na Rua Mister Moore, Centro, com serviços assistenciais, prestados pela Casa da Mulher, de saúde, estética e orientação profissional com a equipe do JF empregos.
No dia 23 de março, às 19h30, no auditório do Centro de Artes e Esportes Unificados (CEU/Zona Norte), acontecerá a entrega do “Troféu Mulher Cidadã”. A premiação será destinada a 15 mulheres que se destacaram na prestação de serviços relevantes ao município e à comunidade. A premiação é uma iniciativa da Secretaria de Governo (SG) da Prefeitura.
 
 

Acesse o link: http://diarioregionaljf.com.br/cidade/14552-projeto-mulher-e-poder-traz-a-tona-historias-de-superacao-e-resistencia-no-mercado-de-trabalho

Conteúdos do blog

As publicações deste blog trazem conteúdos institucionais do Projeto Força Feminina – Unidade da Rede Oblata Brasil, bem como reflexões autorais e também compartilhadas de terceiros sobre o tema prostituição, vulnerabilidade social, direitos humanos, saúde da mulher, gênero e raça, dentre outros assuntos relacionados. E, ainda que o Instituto das Irmãs Oblatas no Brasil não se identifique necessariamente com as opiniões e posicionamentos dos conteúdos de terceiros, valorizamos uma reflexão abrangente a partir de diferentes pontos de vista. A Instituição busca compreender a prostituição a partir de diferentes áreas do conhecimento, trazendo à tona temas como o estigma e a violência contra as mulheres no âmbito prostitucional. Inspiradas pela Espiritualidade Cristã Libertadora, nos sentimos chamadas a habitar lugares e realidades emergentes de prostituição e tráfico de pessoas com fins de exploração sexual, onde se faz necessária a presença Oblata; e isso nos desafia a deslocar-nos em direção às fronteiras geográficas, existenciais e virtuais.   

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