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Centro Loreta Valadares já atendeu a mais de 9 mil mulheres vítimas de violência

Apenas no primeiro trimestre deste ano, 49 foram referenciadas pela instituição, ou seja, foram cadastradas para atendimento
Destinado ao acolhimento de mulheres vítimas de violência, o Centro de Referência de Atenção à Mulher Loreta Valadares (CRLV) atendeu, desde 2013, segundo balanço divulgado nesta quinta-feira (06)  aproximadamente 9 mil mulheres nesse período. O Centro faz a oferta ao público feminino de acompanhamento psicológico e social, orientação e informação jurídica, além de dispor de acompanhamento pedagógico para os filhos que necessitem acompanhá-las em atendimento. São acolhidas na instituição vítimas de violência física, psicológica, sexual, moral e patrimonial que procuram o espaço por conta própria ou são encaminhados através de instituições ou serviços.
O espaço, gerido através da Secretaria Municipal de Políticas para as Mulheres, Infância e Juventude (SPMJ), está em funcionamento desde 2013. Apenas no primeiro trimestre deste ano, 49 foram referenciadas pela instituição, ou seja, foram cadastradas para atendimento no local. Neste mesmo período, o Loreta também manteve o acompanhamento de aproximadamente mais 100 mulheres que já haviam sido acolhidas pelo centro em momentos anteriores.  
“O Loreta possui estruturas essenciais no programa de prevenção e enfrentamento a violência, uma vez que ele visa promover a ruptura da situação de violência e a construção da cidadania através de ações globais e atendimentos interdisciplinares”, explicou a secretária municipal de Políticas para as Mulheres, Infância e Juventude, Taissa Gama.
Na instituição, as vítimas passam por quatro fases de atendimento que envolvem desde aconselhamento em momentos de crise a atividades de prevenção à violência. “Todo atendimento realizado com as mulheres contam com sigilo e privacidade absoluta. Há vítimas que deixam de vir buscar atendimento com medo, achando que não serão respeitadas”, explicou a secretária. Alguns trabalhos realizados com as vítimas na instituição podem ser realizados de forma individual ou coletiva através da inserção da mulher em grupos terapêuticos, de yoga, biodança ou mesmo oficinas produtivas.
Através do Centro de Referência, também são ofertadas atividades e palestras com foco no resgate da autoestima feminina e no estímulo à superação de traumas e conflitos. Dentre as atividades realizadas estão projetos como a Quinta Temática, que ocorre sob a coordenação do Loreta Valadares e fomenta a discussão sobre temáticas que impactam no universo das mulheres como ‘Feminização da Aids’  e a ‘Visibilidade Lésbica’.
O caso de violência mais recorrente identificado pelo Loreta é violência psicológica. Até a vítima ser agredida fisicamente, outros tipos de violência são cometidos, como nos casos da violência psicológica e moral, onde normalmente o parceiro da mulher usa métodos para rebaixar a autoestima da mulher, proferindo criticas destrutivas e xingamentos.
Com sede localizada no bairro dos Barris, o Loreta conta com um imóvel composto por sete salas dedicadas a realização de atendimentos, sendo que uma delas é voltada ao acolhimento de idosas e cadeirantes. O espaço ainda dispõe de brinquedoteca, sala para projeção de vídeos, reunião de grupos temáticos e cozinha experimental para o desenvolvimento de cursos profissionalizantes. O local ainda abriga o Centro de Documentação e Informação e uma sala para representantes do Ministério Público da Bahia.
FONTE: Correio da Bahia

Conteúdos do blog

As publicações deste blog trazem conteúdos institucionais do Projeto Força Feminina – Unidade da Rede Oblata Brasil, bem como reflexões autorais e também compartilhadas de terceiros sobre o tema prostituição, vulnerabilidade social, direitos humanos, saúde da mulher, gênero e raça, dentre outros assuntos relacionados. E, ainda que o Instituto das Irmãs Oblatas no Brasil não se identifique necessariamente com as opiniões e posicionamentos dos conteúdos de terceiros, valorizamos uma reflexão abrangente a partir de diferentes pontos de vista. A Instituição busca compreender a prostituição a partir de diferentes áreas do conhecimento, trazendo à tona temas como o estigma e a violência contra as mulheres no âmbito prostitucional. Inspiradas pela Espiritualidade Cristã Libertadora, nos sentimos chamadas a habitar lugares e realidades emergentes de prostituição e tráfico de pessoas com fins de exploração sexual, onde se faz necessária a presença Oblata; e isso nos desafia a deslocar-nos em direção às fronteiras geográficas, existenciais e virtuais.   

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