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Semana Pedagógica PFF 2019

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O Projeto Força Feminina – Unidade da Rede Oblata – realizou sua semana pedagógica no período de 11 a 17 de fevereiro de 2019. Essa formação destinou-se aos profissionais que atuam no atendimento (direto ou indireto) às mulheres em situação de prostituição e teve por finalidade embasar, fortalecer e reafirma a importância da formação continuada na qualidade do atendimento oferecido.

 Na manhã do dia 11 de fevereiro tivemos a formação proposta pela Doutoranda em Educação pela Universidade Estadual da Bahia – Fernanda Priscila Alves da Silva que nos guiou pelo tema: “A relação entre os movimentos feministas e o movimento de prostitutas”. Neste encontro nos foi permitido correlacionar e contrapor a história dos movimentos feministas com a luta por direitos dos movimentos de prostitutas espalhados pelo mundo.


     No dia 12 de fevereiro tivemos a psicóloga Maria Auxiliadora Alves – Coordenadora do Centro de Atendimento à Mulher Soteropolitana. Nessa oportunidade foi apresentado o serviço prestado pelo município de Salvador às mulheres vítimas de violência.


Na quarta-feira pela manhã demos continuidade a nossa semana pedagógica com o assessoramento da Irmã Lena Ferreira e a apresentação do belíssimo Projeto Levanta-te e anda que trabalhou o tema: “População de Rua: Violação, possibilidades e garantia de direitos”. Neste dia destacamos a participação de Evanuel – usuário do serviço – que compartilhou conosco a sua história de superação e a importância do Projeto Levanta-te e anda nessa caminhada.


     Durante a tarde do dia 13 de fevereiro recebemos na Unidade do Força Feminina o Centro de Convivência Irmã Dulce dos Pobres representado pela enfermeira Fernanda Aragão e a técnica de enfermagem e redutora de danos Itaiane, elas nos trouxeram o tema: “Redução de Danos: Da Prática de Saúde à Política Pública”.Nesse dia fomos provocadas a pensar sobre o lugar das substâncias psicoativas na vida de cada indivíduo, levando em consideração história pessoais e subjetividades.

A Dra. Jeane Tavares – Professora da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia esteve conosco no dia 14 de fevereiro apresentando o tema: “Saúde Mental da Mulher”. Esse discursão nos permitiu refletir sobre o processo de construção social machista, racista e perverso que oprime, adoece e mata mulheres ao longo da história.

No dia 15 de fevereiro a estudante de psicologia e voluntária do Projeto Força Feminina Maeli Arali realizou a exposição dos resultados do seu TCC: “Oficinas terapêuticas com mulheres em situação de prostituição: diálogos sobre saúde mental, gênero, raça e etnia”.  Foi apresentado o percurso, metodologia e resultados dos encontros realizados com às mulheres assistidas pelo PFF durante o ano de 2018.

Encerramos com chave de ouro a nossa semana pedagógica 2019 com a participação da Irmã Maria Helena Braga da Silva com o tema: “Espiritualidade e Missão Oblata”. Tivemos o privilégio de adentrar na história de vida dos nossos fundadores (Padre Serra e Madre Antônia), entender a construção da nossa missão, desfrutar e conhecer as características da espiritualidade Oblata.


Agradecemos a todas as pessoas envolvidas nesse rico processo de ensino-aprendizagem. E desejamos – do fundo dos nossos corações, mentes e almas – termos contribuído na construção de um embasamento teórico-prático mais sólido e na compreensão dessa realidade tão complexa e sofrida.


Gratidão.


Conteúdos do blog

As publicações deste blog trazem conteúdos institucionais do Projeto Força Feminina – Unidade da Rede Oblata Brasil, bem como reflexões autorais e também compartilhadas de terceiros sobre o tema prostituição, vulnerabilidade social, direitos humanos, saúde da mulher, gênero e raça, dentre outros assuntos relacionados. E, ainda que o Instituto das Irmãs Oblatas no Brasil não se identifique necessariamente com as opiniões e posicionamentos dos conteúdos de terceiros, valorizamos uma reflexão abrangente a partir de diferentes pontos de vista. A Instituição busca compreender a prostituição a partir de diferentes áreas do conhecimento, trazendo à tona temas como o estigma e a violência contra as mulheres no âmbito prostitucional. Inspiradas pela Espiritualidade Cristã Libertadora, nos sentimos chamadas a habitar lugares e realidades emergentes de prostituição e tráfico de pessoas com fins de exploração sexual, onde se faz necessária a presença Oblata; e isso nos desafia a deslocar-nos em direção às fronteiras geográficas, existenciais e virtuais.   

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