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Como posso contribuir na luta antirracista?

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Você já pensou sobre isso?

Uma onda de machismo, sexismo, lgbtfobia, xenofobia e racismo têm ressurgido e se acentuado na atualidade, no Brasil e mundo afora.

O Artigo   da Constituição Brasileira reza: “Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País, a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade…”, esses termos, assim como o artigo 7º da Declaração Universal dos Direitos Humanos – vêm sendo violado diuturnamente por movimentos ultraconservadores, tanto no texto quanto na forma.

O racismo, localizado na essência da construção do Brasil enquanto Estado-nação escravocrata fora organizado a partir de uma perspectiva eurocêntrica. Nesta perspectiva, a desumanização, a negação dos direitos, das oportunidades, dos recursos, das informações, assim como o acesso a espaços de decisão, deixa a população negra exposta a vulnerabilidades.

O Brasil, orientado pela lógica de manutenção dos privilégios da branquitude[i] não se livra dessa mazela histórica. O sistema de hierarquização racial reproduz as prerrogativas simbólicas, subjetivas e materiais que colaboram para uma construção social discriminatória e preconceituosa. É necessário refletirmos criticamente e propormos uma desconstrução desses modelos racistas, que nos obrigam a lutar constantemente contra o mito da democracia racial que afirma que somos todos iguais. Perante a Lei e a Constituição, é verdade, mas e no cotidiano? Como veremos no vídeo, a população negra recebe menores salários, tem menos acesso à saúde de qualidade, educação de qualidade, é vítima de violência doméstica, obstétrica e policial, além de ter menor acesso à mobilidade social que a população não negra.

O enfrentamento e combate às mazelas geradas pelas desigualdades raciais é responsabilidade de toda a sociedade brasileira. Melhorar a realidade da população negra irá reverberar beneficamente para todos e todas.

Neste vídeo, trazemos sugestões práticas para contribuição na luta antirracista.

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Roteiro e produção Iracema Oliveira / Producão e edição Alessadra Gomes

Reflita sobre seu papel nesta luta!

Como diria Angela Davis: “Numa sociedade racista, não basta não ser racista, é preciso ser antirracista!”


[i]  Ruth Frankenberg: define:“…a branquitude como um lugar estrutural de onde o sujeito branco vê os outros, e a si mesmo, uma posição de poder, um lugar confortável do qual se pode atribuir ao outro aquilo que não se atribui a si mesmo”. (Frankenberg, 1999b, pp. 70-101, Piza, 2002, pp. 59-90). Encontrado no Portal Geledés: https://www.geledes.org.br/definicoes-sobre-branquitude/

Comunicação Força Feminina – Iracema Oliveira

Conteúdos do blog

As publicações deste blog trazem conteúdos institucionais do Projeto Força Feminina – Unidade da Rede Oblata Brasil, bem como reflexões autorais e também compartilhadas de terceiros sobre o tema prostituição, vulnerabilidade social, direitos humanos, saúde da mulher, gênero e raça, dentre outros assuntos relacionados. E, ainda que o Instituto das Irmãs Oblatas no Brasil não se identifique necessariamente com as opiniões e posicionamentos dos conteúdos de terceiros, valorizamos uma reflexão abrangente a partir de diferentes pontos de vista. A Instituição busca compreender a prostituição a partir de diferentes áreas do conhecimento, trazendo à tona temas como o estigma e a violência contra as mulheres no âmbito prostitucional. Inspiradas pela Espiritualidade Cristã Libertadora, nos sentimos chamadas a habitar lugares e realidades emergentes de prostituição e tráfico de pessoas com fins de exploração sexual, onde se faz necessária a presença Oblata; e isso nos desafia a deslocar-nos em direção às fronteiras geográficas, existenciais e virtuais.   

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4 comentários sobre “Como posso contribuir na luta antirracista?

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