VIGÍLIA PELO FIM DA VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES OCORRE 3ª FEIRA (27.11), NA PRAÇA DA PIEDADE EM FRENTE À OAB, EM SALVADOR/BA

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         Nesta 3ª feira (27.11), acontece a Vigília Feminista pelo Fim da Violência contra as Mulheres – Chega de Impunidade, na Praça em frente à OAB (Rua Portão da Piedade, nº16), em Salvador, das 17h30 as 19h30. Essa vigília tem o objetivo de dar visibilidade e denunciar todos os casos de violência não resolvidos pela Justiça, a falta e a precariedade dos equipamentos da Rede de Atenção às mulheres vítimas de violência doméstica. Além de depoimentos de mulheres e denúncias, a vigília terá momento de manifestação cultural com apresentação de teatro com a atriz Isabel Freitas e grupo.
A cada 15 segundos uma mulher é espancada no Brasil, por dia 5.760 mulheres sofrem algum tipo de violência e por ano, 2,1 milhões de mulheres são agredidas. Cada notificação tem em média sete agressões anteriores. Das jovens brasileiras, em média 6,9 milhões são abusadas sexualmente antes de completar 18 anos, de acordo com dados da Secretaria Estadual de Políticas para as Mulheres, às mulheres vítimas de violência doméstica da Bahia. Só neste ano o estado baiano já registrou 4.278 casos de violência doméstica e sexual. Em Salvador, do mês de janeiro a outubro, foram 1.844 ocorrências.
A Bahia, atualmente, é o 3º estado brasileiro no ranking de notificações de denúncias de violência contra a mulher. Em primeiro lugar fica o Distrito Federal, seguido pelo Pará. Este resultado faz com que o Brasil ocupe a 7ª posição do mapa da violência em uma pesquisa feita entre 87 países pelo Instituto Sangari e o Ministério da Justiça.
O Disque-denúncia, 180, registrou, no primeiro semestre de 2012, 388,9 mil atendimentos, dos quais 56,6% foram relatos de violência física. A violência psicológica aparece em 27,2%. Foram 5,7 mil chamadas relacionadas à violência moral (12%), 915 sexual (2%) e 750 patrimonial (1%), esses dados são da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República, responsável pelo Disque-denúncia.
De acordo com a Coordenação de Documentação e Estatística Policial, o número de ameaças aumentou passando de 8.662, em 2011, para 11.639 ocorrências em 2012. O resultado poderia ser ainda maior se o medo e o constrangimento de denunciar seu agressor não existissem em alguns casos.
No dia 29 de novembro ocorrerá a Caminhada Unificada pelo Fim da Violência contra as Mulheres saindo da Praça da Piedade até a Praça da Sé, a partir das 14h. O ato irá reunir várias entidades, grupos, órgãos governamentais e não governamentais, todas unidas pelo fim da violência contra as mulheres. A Caminha contará com a presença e os tambores do Instituto A Mulherada com o lema: “Tocar sim, bater não”.
SERVIÇO
O Quê: Vigília pelo fim da violência contra as mulheres – chega de impunidade
Quando: 27 de novembro de 2012
Onde: Praça em frente a OAB em Salvador (Rua Portão da Piedade, nº16)
Horário: 17h30min – 19h30min
Contato: Louisa Huber – (71) 88520024 (71) 88520024
Maria Eunice Kalil – (71) 81787345 (71) 81787345
Marta Leiro – (71) 87967261 (71) 87967261
CEAFRO – (71) 3283-5520 (71) 3283-5520

Conteúdos do blog

As publicações deste blog trazem conteúdos institucionais do Projeto Força Feminina – Unidade da Rede Oblata Brasil, bem como reflexões autorais e também compartilhadas de terceiros sobre o tema prostituição, vulnerabilidade social, direitos humanos, saúde da mulher, gênero e raça, dentre outros assuntos relacionados. E, ainda que o Instituto das Irmãs Oblatas no Brasil não se identifique necessariamente com as opiniões e posicionamentos dos conteúdos de terceiros, valorizamos uma reflexão abrangente a partir de diferentes pontos de vista. A Instituição busca compreender a prostituição a partir de diferentes áreas do conhecimento, trazendo à tona temas como o estigma e a violência contra as mulheres no âmbito prostitucional. Inspiradas pela Espiritualidade Cristã Libertadora, nos sentimos chamadas a habitar lugares e realidades emergentes de prostituição e tráfico de pessoas com fins de exploração sexual, onde se faz necessária a presença Oblata; e isso nos desafia a deslocar-nos em direção às fronteiras geográficas, existenciais e virtuais.   

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