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Sororidade na prática e na rede

Tatiana Mendonça

A jornalista Sueide Kintê criou a campanha Mais Amor Entre nós, na qual mulheres doam serviços

No dia 12 de março, a jornalista baiana Sueide Kintê, 30, escreveu no Facebook que podia doar uma hora do seu dia para ficar de babá, ensinar a nadar, trançar o cabelo, meditar junto, tirar uma ideia do papel. Recebeu na mesma hora um monte de mensagens de mulheres interessadas nos seus serviços. A primeira coisa que fez foi dar aula de natação para a amiga de uma amiga. Elas se jogaram de um tobogã no mar e, por graça de Iemanjá, Sueide foi na frente, porque a moça era uma destemida mesmo. “Mas foi muito bom”, ri.
Depois, apareceram duas desconhecidas na porta da sua casa para que ela mudasse seus cabelos. E assim, de apoio em apoio, Sueide acabou tirando da internet a campanha Mais Amor Entre Nós. Em três meses, a hashtag que transforma o conceito de sororidade em prática se espalhou por quatro estados e três países. Já apareceu de um tudo, desde aula de matemática à consultoria para sair do armário.
Hoje, Sueide dedica muito mais de uma hora diária ao projeto. Ao lado de outras mulheres, está criando um site que consiga reunir todas as doações e também um aplicativo, para o qual ainda faltam recursos. Antes disso, já tem muita coisa acontecendo. Como aquela moça que apareceu em sua casa para trançar o cabelo e acabou criando um coletivo de advogadas para prestar assistência jurídica gratuita a mulheres vítimas de violência, o #TamoJuntas. “Oferecer algo é revolucionário. E a gente sempre recebe mais do que dá”.

Conteúdos do blog

As publicações deste blog trazem conteúdos institucionais do Projeto Força Feminina – Unidade da Rede Oblata Brasil, bem como reflexões autorais e também compartilhadas de terceiros sobre o tema prostituição, vulnerabilidade social, direitos humanos, saúde da mulher, gênero e raça, dentre outros assuntos relacionados. E, ainda que o Instituto das Irmãs Oblatas no Brasil não se identifique necessariamente com as opiniões e posicionamentos dos conteúdos de terceiros, valorizamos uma reflexão abrangente a partir de diferentes pontos de vista. A Instituição busca compreender a prostituição a partir de diferentes áreas do conhecimento, trazendo à tona temas como o estigma e a violência contra as mulheres no âmbito prostitucional. Inspiradas pela Espiritualidade Cristã Libertadora, nos sentimos chamadas a habitar lugares e realidades emergentes de prostituição e tráfico de pessoas com fins de exploração sexual, onde se faz necessária a presença Oblata; e isso nos desafia a deslocar-nos em direção às fronteiras geográficas, existenciais e virtuais.   

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