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Tais Araujo sobre ataques à Miss Brasil: ‘É resultado de desigualdade social e racial’

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A atriz Tais Araujo defendeu a Miss Brasil Monalysa Alcântara, vítima de ataques racistas nas redes sociais. “Foram 30 anos de mulheres brancas ganhando o concurso. Se nos próximos 30 forem negras, está tudo certo também”, disse ela
Por Paula Mello Do Revista Marieclaire
Desde sábado, quando a piauiense Monalysa Alcântara, de 18 anos, foi anunciada como vencedora do Miss Brasil 2017, as redes sociais se dividiram entre pessoas comemorando e outras realizando ataques racistas contra a segunda mulher negra a vencer consecutivamente o concurso, após Raíssa Santana ser coroada no concurso em 2016. Críticas ao seu tipo físico se espalharam, chocando a família. “Não nos posicionamos nem vamos fazer isso, porque, racism, a Mona combate diariamente”, afirmou Elza Ancântara, mãe da moça. “Monalysa ganhou por mérito dela e isso ninguém tira. Quem não gostou da escolha, tem direito de opinar desde que não nos ofenda.”
Conversamos com Taís Araújo nos bastidores da nova campanha da L’Oréal Paris, da coloração Casting Creme Gloss, sobre o assunto. A atriz, que já foi alvo de ataques racistas, afirmou: “Isso vai continuar acontecendo enquanto existir desigualdade social e racial”, diz. “Mas é bom as pessoas ficarem incomodas. O incômodo causa mudanças. Ninguém muda no conforto.”
Tais elogiou a beleza de Monalysa e falou sobre a importância de, pelo segundo ano consecutivo, uma mulher negra receber o título. “Ela [Monalysa] é linda. Que ótimo que  ganhou e espero que, no ano que vem, ganhe outra. Somos um País mestiço, com maioria negra. É natural ter uma miss negra dois anos consecutivos. Aliás, até três, até dez, 20 ou 30!”, falou Taís. “Durante 30 anos, só brancas ganharam o concurso. Se nos próximos 30 forem negras, está tudo certo.”
Fonte: Geledés

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As publicações deste blog trazem conteúdos institucionais do Projeto Força Feminina – Unidade da Rede Oblata Brasil, bem como reflexões autorais e também compartilhadas de terceiros sobre o tema prostituição, vulnerabilidade social, direitos humanos, saúde da mulher, gênero e raça, dentre outros assuntos relacionados. E, ainda que o Instituto das Irmãs Oblatas no Brasil não se identifique necessariamente com as opiniões e posicionamentos dos conteúdos de terceiros, valorizamos uma reflexão abrangente a partir de diferentes pontos de vista. A Instituição busca compreender a prostituição a partir de diferentes áreas do conhecimento, trazendo à tona temas como o estigma e a violência contra as mulheres no âmbito prostitucional. Inspiradas pela Espiritualidade Cristã Libertadora, nos sentimos chamadas a habitar lugares e realidades emergentes de prostituição e tráfico de pessoas com fins de exploração sexual, onde se faz necessária a presença Oblata; e isso nos desafia a deslocar-nos em direção às fronteiras geográficas, existenciais e virtuais.   

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