Carnaval Social 2020

Compartilhar

 

Bloco dos Invisíveis:

Nós Somos Existência e Resistência: “Amigxs, é agora segura minha mão!”

 

Na quarta-feira que antecede o início da folia momesca da cidade de Salvador foi realizado o Carnaval Social – Bloco do Invisíveis. Ação do movimento social (de caráter popular e apartidário) idealizada pelo Projeto Força Feminina – Rede Oblata teve como o tema: Nós somos existência e resistência: “Amigxs, é agora segura a minha mão!”. A temática escolhida este ano foi inspirada numa música que integra a discografia da cantora Elza Soares (Libertação, canção de Elza Sores e BaianaSystem). A interprete é uma referência na luta feminista e traz na sua arte marcas das suas vivências e militância como mulher, negra, oriunda da classe popular e vítima de violência de gênero. O tema escolhido possibilitou reflexão sobre o poder de estarmos juntos e juntas, unificando nossas pautas em prol do bem comum, no exercício da cidadania plena e promoção dos direitos humanos.

O Bloco dxs Invisíveis tem como principal objetivo possibilitar aquelas/es que são invisibilizados/as pelo sistema excludente (e opressor) refletir e denunciar suas dores. É momento de juntar esforços no enfrentamento aos diversos tipos de violência vivenciada por esta população.

O evento foi iniciado com a oferta de serviço de maquiagem, penteado e distribuição de adereços aos participantes. A concentração aconteceu na Praça Municipal na frente Elevador Lacerda. Espaço de acolhimento, integração e organização.

Ao som dos tambores da percussão do Projeto Axé o cortejo do Bloco dxs Invisíveis passou pelas ruas do Centro Histórico de Salvador arrastando foliãs/ões e deixando sua mensagem de alegria,união de pautas (desigualdades sociais,classicismo, racismo,  enfrentamento a violência contra mulher, feminicídio e todas as formas de opressão), reflexão sobre a sua realidade e a importância de estarmos juntos e juntas na luta por uma realidade melhor e menos opressora.

Chegando ao local de culminância do evento no Largo Tereza Batista as jovens do Projeto Axé e Rebeca Tarique fizeram uma apresentação musical. O evento foi finalizado com a apresentação do Grupo de Poesia de Rua – Geração Black. Cerca de 250 pessoas participaram do evento. Aproximadamente 25 parceiros/as participaram da articulação para realização deste evento. Este ano a TV Kirimurê esteve fazendo a cobertura e a Rádio Cultura esteve divulgando esta ação através do Programa Diálogo Público.

 

Agradecemos a todos os envolvidos/as pela parceria estabelecida e a renovação do compromisso a causa que nos é tão cara.Registramos a essencial importância de ofertar aos usuários/as dos nossos serviçose a população do nosso território um momento de descontração, integração e reflexão sobre a realidade vivenciada.

Existir e resistir é a nossa marca! Até 2021!

O Projeto Força Feminina finaliza esta etapa do trabalho com sentimento de dever cumprido e pensando estratégias para ofertar em 2021 um Carnaval Social mais bonito e ainda mais combativo.

Os/as parceiros/as envolvidos no evento:Centro de Convivência Irã Dulce dos Pobres, Projeto Axé, Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM) do Estado da Bahia, Associação Baiana das Pessoas com Doenças Falciformes (ABADFAL), Secretaria de Cultura (SECULT) do Estado da Bahia. SEMPRE (CRAS Barroquinha / SEAS / Conselho Tutelar – Barroquinha), CAPS AD Gregório de Matos, Distrito Sanitário Centro Histórico – 19º C.S Pelourinho, USF Terreiro Jesus, SAE São Francisco, Rebeca Tárique, Geração Black, SJDHDS – Secretária de Justiça do Estado da Bahia, Rádio Cultura, TV Kirimurê, Gabinete Aladilce Souza, DSCH/SMS, GAPA, ONG – GINA, DPE, ASA e SSA Invisíveis.

 

Existir e resistir é a nossa marca! Até 2021!

 

Saiba mais sobre nós:

♥ Instagram

Facebook

 

Conteúdos do blog

As publicações deste blog trazem conteúdos institucionais do Projeto Força Feminina – Unidade da Rede Oblata Brasil, bem como reflexões autorais e também compartilhadas de terceiros sobre o tema prostituição, vulnerabilidade social, direitos humanos, saúde da mulher, gênero e raça, dentre outros assuntos relacionados. E, ainda que o Instituto das Irmãs Oblatas no Brasil não se identifique necessariamente com as opiniões e posicionamentos dos conteúdos de terceiros, valorizamos uma reflexão abrangente a partir de diferentes pontos de vista. A Instituição busca compreender a prostituição a partir de diferentes áreas do conhecimento, trazendo à tona temas como o estigma e a violência contra as mulheres no âmbito prostitucional. Inspiradas pela Espiritualidade Cristã Libertadora, nos sentimos chamadas a habitar lugares e realidades emergentes de prostituição e tráfico de pessoas com fins de exploração sexual, onde se faz necessária a presença Oblata; e isso nos desafia a deslocar-nos em direção às fronteiras geográficas, existenciais e virtuais.   

Compartilhar

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *